
Nesta semana, de 18 a 20 de agosto, as pesquisadoras da Cátedra, Olívia Dórea e Nadine Marques, estiveram em Brasília participando do XVIII Seminário Alianças Estratégicas para a Promoção da Saúde da ACT.
A programação do encontro foi marcada por temas que envolvem saúde, alimentação, meio ambiente e a crise climática, com destaque para prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNCTs). Diante do contexto de pontos muito próximos de não retorno no país, os especialistas apontam que estamos vendo a re-emergência de doenças e de que ainda haverão novos tipos. Além disso, hoje percebe-se que as doenças tropicais foram para zonas temperadas e a sazonalidade das doenças acabou.
Dessa forma, as mudanças climáticas trarão forte impacto para o setor da saúde. Na palestra de abertura, Margareth Dalcolmo (Fiocruz), manifestou que é preciso um “conceito de saúde única e a compreensão da relação direta entre ambiente e saúde”.
A pesquisadora assistente da Cátedra, Nadine Marques, integrou a mesa que abordou a importância de conectar as agendas global e local de saúde. Em relação à transição sustentável e justa do sistema agroalimentar, destacou: “A gente não pode mais avaliar e endereçar de forma compartimentalizada. Quando a gente olha para o sistema agroalimentar dominante que está produzindo doença e impactos gigantescos ao meio ambiente, o que fica evidente é a necessidade de transição, mas não de qualquer tipo”.
Durante o evento, também foi lançado o “Manifesto em defesa da Saúde na Reforma Tributária”. A Cátedra Josué de Castro se uniu a mais de 100 organizações da sociedade civil, especialistas e ex-ministros, para pedir que o imposto seletivo seja alto o suficiente para reduzir, de fato, o consumo de tabaco, álcool, refrigerantes e bets, produtos nocivos, que adoecem e trazem prejuízos bilionários ao Brasil. Aqui: https://actbr.org.br/manifesto-reforma-tributaria-saudavel-2025/